Berzoini diz que PSDB está 'descontrolado'

Presidente nacional do PT responde às críticas feitas pela oposição após discurso de Dilma em MG

Carolina Freitas, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2010 | 13h46

Em meio ao tiroteio entre governo e oposição sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou que o PSDB está "descontrolado". Em nota divulgada na noite de ontem no site do partido, sob o título de "PSDB perde a oportunidade de ficar calado", o deputado federal responde às críticas feitas pela senadora tucana Marisa Serrano (MS).

"A nota assinada pela senadora reflete o dilema tucano: quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, a ministra Dilma Rousseff, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera, Dilma coordena e o povo brasileiro aprova", afirma Berzoini. "O PSDB demonstra que está descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste ano de 2010."

Marisa Serrano havia reagido à fala de Dilma Rousseff, que, por sua vez, acusou a oposição de querer acabar com o PAC. A senadora classificou o programa de obras como um "slogan publicitário" e afirmou ainda que, caso vença as eleições presidenciais deste ano, o PSDB vai "aperfeiçoar" as estatais e dar continuidade ao Bolsa-Família.

Berzoini aproveitou a oportunidade para criticar a intenção revelada pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em entrevista à revista "Veja" da semana passada, de promover mudanças na economia do País. "Guerra não soube dizer o que vai mudar, talvez por reconhecer que o governo Lula traçou um novo caminho para a economia brasileira, aprovado no enfrentamento à crise mundial, na geração de milhões de empregos e na solução dos impasses das dívidas interna e externa no país", disse o presidente do PT, para quem a oposição usa um "discurso derrotista".

O dirigente petista afirmou ainda "torcer" para que o PSDB "se encontre", para que possa haver um "debate de alto nível neste ano eleitoral". "Esperamos que a oposição não se esconda, nem se acovarde de defender a herança de FHC (Fernando Henrique Cardoso), da privatização, do desemprego e da paralisia nacional."

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