Berzoini diz que há confusão sobre aumento do mínimo

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, afirmou nesta sexta-feira que há uma "confusão" com relação ao que foi dito sobre o aumento do salário mínimo. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia feito duas ofertas. "O presidente manifestou duas possibilidades: a de que o salário passasse a ser R$ 290 a partir de janeiro, e se mantivesse nesse valor por todo o ano, ou passasse a R$ 300 a partir de maio", explicou. Berzoini ainda afirmou que não há nenhuma posição do governo diferente do que já foi anunciado."No âmbito do governo e na relação com as centrais sindicais, nós percebemos uma preferência no aumento a partir de maio, porque representa 9,3% de aumento real, com relação ao salário de R$ 260, aprovado em maio de 2004", complementou Berzoini.O ministro afirmou que um aumento maior que o proposto seria uma "irresponsabilidade com o Orçamento". "Nós queremos garantir aumento real, mas com responsabilidade. Há outras demandas além do salário mínimo, vai haver a correção na tabela de imposto de renda e queremos ainda fazer uma ampliação das políticas sociais".Redução do desempregoEm palestra na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), o ministro apontou como meta, até o final do governo Lula, a redução do desemprego para 8%. Atualmente, ele está na casa dos 10%. "Essa é uma meta factível. Acredito que, em 3 ou 4 anos, se o crescimento econômico se mantiver, será possível reduzir a taxa de desemprego a 7%.", disse.Para chegar a esse índice, Berzoini apontou como fatores os programas de aplicação do biodiesel no semi-árido nordestino, programas de microcrédito, investimentos de empresas estatais e privadas, aumento da capacidade empreendedora, além da reforma agrária.

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