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Berzoini defende preservação de pontos fundamentais da reforma

O ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, disse hoje, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que o governo não está preocupado em ceder nas negociações da reforma previdenciária, mas sim preservar os pontos fundamentais da proposta. "Para nós, o fundamental é que tenhamos a preservação do conteúdo da proposta, ou seja, que nós não percamos a referência de que a proposta é coerente, equilibrada, mas pode eventualmente sofrer aperfeiçoamentos", disse o ministro. Para ele, o fato de a base aliada do governo ser responsável por mais da metade das emendas à proposta de reforma da Previdência não é preocupante. "Tradicionalmente qualquer proposta de emenda constitucional que venha do Executivo recebe um grande número de emendas. O fundamental é que o relator e a comissão especial da Previdência possam debater a concepção das emendas - não cabe emenda separada - e, com isso, possamos produzir um bom resultado?. Tratamento específicoBerzoini disse também que nenhum segmento do serviço público pode reivindicar tratamento específico e nem onerar o sistema previdenciário, mais do que o razoável. "Portanto, não há necessariamente qualquer proposta de tratamento específico", disse Berzoini, em referência ao Judiciário, que defende um tratamento diferenciado para o magistrado. "O que nós queremos buscar é uma forma de tratar a questão previdenciária que possa reconhecer as disparidades nos setores, mas preservando a isonomia como valor fundamental", afirmou o ministro. Para ele, o fundamental na proposta de reforma da previdência é a aposentadoria do servidor público numa idade "razoável". Atualmente, segundo o ministro, o servidor se aposenta com 48 anos (mulheres) e 53 anos (homens). "O que nós queremos, na verdade, é garantir que a aposentadoria se dê na idade mais justa, compatível com outros países do mundo". O ministro destacou também que o fundamental é que a regra de transição não incentive a aposentadoria precoce. Ele reafirmou que, se não forem tomadas medidas para conter o atual sistema de previdência para os servidores, daqui a alguns anos haverá estrangulamento no orçamento. DivergênciasPara Berzoini, as divergências dentro do PT sempre foram normais. "A bancada do PT sempre foi plural", disse, referindo-se aos parlamentares da ala radical do partido. Ele ressaltou, no entanto, que a pesquisa do Ibope sobre o pensamento dos filiados do PT em relação ao governo mostrou que a grande maioria está apoiando firmemente o esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir a estabilidade econômica e a justiça social."O nosso programa de governo já revelava uma opção por um processo de reorganização do Estado, da economia, que muitos petistas não assimilaram. Podemos ver pela pesquisa que a base do partido assimilou de maneira muito ampla esse posicionamento", disse.

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