Berzoini critica atitude de Paim em relação às reformas

Em café da manhã com a bancada do PL na Câmara, o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, criticou a atitude do senador Paulo Paim (PT-RS) de atacar a reforma da Previdência. "Não é razoável um senador do PT, que tem livre acesso e poderia procurar conversar comigo, ir à tribuna criticar a proposta do governo, principalmente com a história que ele tem no que se refere a assuntos da Previdência", disse Bezoini aos deputados. No encontro, ele confirmou, também, que haverá mudanças no sistema previdenciário dos militares e disse que pretende concluir a elaboração dessa proposta até a próxima semana. Segundo disse aos deputados, essas mudanças serão feitas em concordância com os militares. CoerenteBerzoini afirmou que "não há bode" na proposta de reforma da previdência, enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Ele reafirmou que o Congresso tem prerrogativa de alterar o texto, mas acrescentou que espera que não seja mudado o essencial, a ponto de comprometer a essência da proposta. Segundo o ministro, o governo não está discutindo alterações, porque considera a proposta equilibrada, correta e coerente. Para Berzoini, a contribuição dos inativos não é ?impopular". Ele citou pesquisa feita pelo Ibope, na qual 59% dos entrevistados são favoráveis é contribuição dos inativos e 78% apóiam reforma da previdência. O ministro reconheceu que a contribuição dos inativos é um ponto sensível da proposta, mas defendeu a tese da necessidade de contribuição solidária no sistema previdenciário. O líder do PL, Waldemar Costa Neto, afirmou que o partido vai acompanhar a maioria na questão dos inativos. "Se o governo não fizer mudanças, vamos acompanhar. Vamos votar juntos. Esta é uma decisão do partido", disse Costa Neto. DevedoresBerzoini concorda com a possibilidade de suspender os processos judiciais contra empresas devedoras da Previdência que ingressarem no novo Refis, o programa de renegociação de débitos federais. A declaração se refere à decisão nesse sentido tomada ontem à noite pela Câmara, na votação da Medida Provisória 107. Berzoini recordou que, desde o ano passado, vinha havendo um convencimento político para dar mais uma oportunidade às empresas que se endividaram junto à Previdência e à Receita Federal, em decorrência da política econômica do governo anterior, observando que o governo atual procurou dialogar com as bancadas a esse respeito. Ele, no entanto, disse que não concorda com nenhum procedimento que permita que contumazes devedoras se beneficiem dessa possibilidade. "Vamos separar o joio do trigo", afirmou.

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