Berzoini considera agressão com torta "ato inaceitável"

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, considerou "um ato inaceitável" a agressão sofrida ontem, quando teve seu rosto atingido por uma torta ao participar do lançamento de um dos programas do Primeiro Emprego, em Fortaleza. "Esse tipo de procedimento não é mais aceitável numa democracia", afirmou o ministro, depois da cerimônia de entrega do Prêmio Nacional de Gestão Pública.Com a barba refeita, Berzoini disse não saber por que foi alvo da fúria de uma estudante e contou ter recebido a solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos demais colegas de Esplanada. O grupo que reivindicou a agressão, chamado Filosofia da Práxis, intitula-se de esquerda radical e é ligado à ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenelle. "Não há nenhum motivo para eu ir ao Ceará inaugurar um projeto que tem apoio de toda a sociedade cearense, que é o Primeiro Emprego, e ser atingido desta forma", lamentou.Para o ministro, a estudante que jogou a torta em seu rosto deve ser responsabilizada. "Toda agressão deve ser tratada como tal", disse. Ele ainda não decidiu, entretanto, se entrará com ação na Justiça contra a estudante. "Sabemos que, infelizmente, pessoas isoladas, sem representatividade, cometem esse tipo de desatino de vez em quando, um ato praticado de maneira totalmente despolitizada", completou.Questionado se teme desgaste político por causa da propaganda veiculada insistentemente pelo PDT - que recomenda à população ter "cuidado" com ele depois das medidas adotadas contra os idosos quando era ministro da Previdência -, Berzoini foi taxativo. "O povo julga nas urnas e essa resposta tem sido dada ao PDT de maneira significativa", provocou.Em janeiro do ano passado, o presidente do PT, José Genoino, também foi atingido por uma torta ao defender a participação do recém-eleito presidente Lula no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

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