Berzoini concorrerá à reeleição da presidência do PT

Ele disse que foi convencido a dar continuidade ao trabalho que vem realizando desde que chegou ao mandato

Clarissa Oliveira, do Estadão

04 de outubro de 2007 | 21h36

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, confirmou nesta quinta-feira, 4,  sua disposição em concorrer a um novo mandato à frente do partido nas eleições internas agendadas para dezembro deste ano. O deputado, que chegou a dizer publicamente que gostaria de ficar fora da disputa, disse ter sido convencido por aliados e lideranças políticas da necessidade de dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado desde que chegou ao cargo, no final de 2005.   "Eu já tinha manifestado o meu interesse de não competir, em função de questões pessoais. Diante de várias manifestações de parlamentares, sindicalistas, dirigentes estaduais e nacionais do PT, tomei a decisão de reconsiderar e pedi à minha família um pouco mais de paciência", afirmou Berzoini, acrescentando que sente falta de ter tempo para levar seus filhos para passear no final de semana. "Minha esposa me concedeu mais dois anos de franquia".   O presidente do PT, cuja candidatura à reeleição será confirmada no fim de semana em reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (ex-campo majoritário), disse ter conversado com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, antes de aceitar a candidatura.   Garcia chegou a ser apontado como candidato da corrente há algumas semanas em decorrência das manifestações de Berzoini contrária a participação na eleição. Apesar de obter apoio em diversas alas do PT, o nome de Marco Aurélio enfrentava resistência, em especial da bancada petista na Câmara.   Ao confirmar a candidatura, Berzoini admitiu que já se manifestou, em outras ocasiões, contrário ao continuísmo de poder, seja na Presidência da República ou no comando partidário. Ele disse, entretanto, ter sido convencido por aliados da importância de uma nova candidatura.   Com a confirmação de seu nome no final de semana, Berzoini disputará com representantes de outros grupos petistas o voto da militância no início de dezembro. Por enquanto, são cotados para concorrer nomes como Jilmar Tatto, José Eduardo Martins Cardozo, Valter Pomar e Markus Sokol.

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