Berzoini admite que governo não criará 10 milhões de empregos

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, estimou que o governo Lula deve gerar de cinco a seis milhões de empregos formais até o final do mandato, volume muito aquém dos 10 milhões de empregos, prometidos durante a campanha eleitoral de 2002, pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. "Não estamos preocupados com essa referência, construída na campanha eleitoral como meta fixa", disse o ministro, se referindo à promessa de Lula, ao proferir palestra no Fórum de Debates Político e Empresarial da pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) 2004, promovido no Clube Monte Líbano, em São Paulo.Após sua palestra, o ministro tentou minimizar sua estimativa, alegando que, "dependendo da dinâmica da economia, será possível gerarmos até mais de 10 milhões de empregos" até o final de 2006. O saldo de empregos formais gerados esse ano deverá ser de 2,7 milhões de vagas, segundo Berzoini, e, se fosse considerada a média utilizada, de acordo com o próprio ministro, de 2,4 empregos informais para cada emprego formal, o governo Lula atingiria a meta de 10 milhões de empregos. "Se fizéssemos a conta dos economistas, já chegaríamos perto disso (10 milhões de empregos)", comentou.Berzoini estimou ainda que o desemprego calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que em julho apurou taxa superior a 12%, fechará o ano abaixo de 10%. "Não será surpresa para o governo se chegarmos ao fim do ano com taxa de um dígito", projetou, ao insistir que, já em 2005, o indicador deve se posicionar em 9%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.