Bernardo reafirma que governo adotará e-mails protegidos

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, detalhou nesta quinta-feira, 17, a adoção, pela administração federal, do sistema de e-mails protegidos intitulado Expresso, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), como uma forma de proteger as comunicações governamentais diante das denúncias de espionagem por parte dos americanos. A plataforma Expresso permite o envio e o recebimento de e-mails criptografados, cujo conteúdo é mais difícil de ser violado.

RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

17 de outubro de 2013 | 09h14

Para o ministro, a adoção do sistema, que deve ser universalizada para os órgãos federais até o final do primeiro semestre do ano que vem, segundo determinação da própria presidente Dilma Rousseff, também servirá para economizar despesas. "Só o Ministério das Comunicações paga R$ 130 mil (por ano) para usar a licença de e-mail. Com o Serpro, vamos também economizar", disse. Segundo ele, também está sob estudo uma parceria entre Serpro e Correios para que o sistema de e-mails protegidos possa ser disponibilizado também para a população, no futuro.

O ministro disse ainda que o sistema do Serpro não será o único meio que o governo adotará para proteger suas comunicações. "Vamos usar redes próprias do governo para fazer o tráfego de informações. As comunicações dos ministérios com a Presidência e entre os ministérios vão ser feitas por essa rede", afirmou. "Vamos, de certa forma, sair da internet", disse ao participar do ''Programa Bom Dia, Ministro'', produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O ministro das Comunicações falou também que está em fase de preparo a migração das faixas de rádio AM para FM. De acordo com o ministro, que participa do ''Programa Bom Dia, Ministro'', da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), está prevista a assinatura de um decreto autorizando a migração, no dia 7 de novembro, quando é celebrado o Dia do Radialista.

"Vamos autorizar a migração", disse o ministro. "A ideia é assinar este decreto", completou, acrescentando que a migração, inicialmente, será opcional. Paulo Bernardo justificou que, nas grandes cidades, é "muito difícil", hoje, a sintonização de rádios AM. "Vai ter mais audiência, as rádios vão ganhar mais", afirmou.

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