Bernardo quer proibir greve em setores essenciais

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta sexta-feira que o governo pretende regulamentar o direito de greve dos servidores públicos federais, e irá chamar as centrais sindicais para negociar. De acordo com o ministro, a idéia de regulamentar o direito de greve será o de preservar os serviços essenciais para que o público não seja prejudicado. No entendimento de Bernardo, alguns setores não deveriam sequer poder fazer greve por serem essenciais. Ele, entretanto, não quis dar exemplos de que setores seriam estes. "Precisamos preservar o direito dos servidores, mas também os interesses da sociedade. Em alguns setores, a greve tem que ser proibida", disse o ministro.Lembrou que a Constituição já dá direito aos servidores de fazerem greve mas ainda não há uma regulamentação. Por esse motivo, disse que muitos entendem que os servidores "podem fazer tudo e outros acham que eles não têm o direito de greve".ReincorporaçãoO ministro informou também que o governo pretende modificar a forma de reincorporação dos servidores públicos demitidos no Plano Collor, há cerca de 16 anos. Segundo ele, existem hoje cerca de 5 mil pedidos de reincorporação em análise. A proposta em discussão, explicou, é que os servidores reincorporados sejam alocados nos órgãos indicados pelo Ministério do Planejamento. "Com isso, vamos atender as necessidades de cada órgão", disse. Pela regra atual, o servidores é reincorporado exatamente no órgão onde trabalhava quando foi demitido. A mudança, de acordo com o ministro, abrirá a possibilidade de redução da necessidade de fazer concursos públicos.Paulo Bernardo informou ainda que vai começar as negociações com as centrais a partir da próxima semana para estabelecer uma nova sistemática de funcionamento da mesa de negociação. A idéia, explicou, é ter uma discussão balizada por um horizonte de quatro anos. "Hoje, a mesa de negociação funciona de forma permanente. Queremos mudar essa sistemática", disse Bernardo. (Com Reuters)Este texto foi ampliado às 13h41.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.