Bernardo quer PDT ao lado de Dilma no Paraná

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem em Curitiba que o PT paranaense deve "entrar de cabeça" na campanha do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. Como contrapartida, ele quer que o PDT "entre de sola" na campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência.

Evandro Fadel, O Estadao de S.Paulo

12 de setembro de 2009 | 00h00

No feriado de 7 de Setembro, Bernardo, que é marido da presidente regional do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann, reuniu-se com Dias para conversar sobre a sucessão no Estado. "Nestes últimos dias, ficou bastante claro que Dias vai ser candidato e isso reforça a possibilidade de irmos juntos", disse.

De acordo com o ministro, o objetivo é criar um programa de governo, a partir de um debate com a sociedade. "Interessam para nós duas coisas: ganhar o governo do Estado e reforçar nossa campanha presidencial com a ministra Dilma."

"Lula e a militância do PT definiram as duas últimas eleições para o governo aqui. Tanto em 2002 como em 2006 o governador Roberto Requião (PMDB) foi eleito com forte apoio do PT. A nossa força não é pequena", reforçou o ministro. Em 2006, a disputa de Requião foi justamente contra Dias, que perdeu a eleição por uma diferença de cerca de 10 mil votos.

Bernardo ressaltou, no entanto, que o PT tem conversado com líderes do PMDB e pretende manter o diálogo com o vice-governador Orlando Pessuti, pré-candidato peemedebista à sucessão. "Essa coisa toda vai ficar definida a partir de abril do ano que vem."

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