Bernardo pede fim da conta B em todo o País

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, defendeu ontem que Estados e municípios abandonem o uso das chamadas contas tipo B para a realização de despesas de servidores, a exemplo do que fará a União a partir de junho. Ao lembrar que os gastos nas três esferas de governo por meio dessa ferramenta totalizam cerca de R$ 1 bilhão por ano, o ministro comentou que o controle sobre essas despesas "é zero"."Para ver os gastos da conta tipo B, só olhando em cada pastinha. Não existe em meio magnético. Esse processo de digitalização está sendo feito agora pela Casa Civil", explicou Bernardo. O ministro lembrou que o governo encaminhou à CPI dos Cartões 2 mil caixas contendo papéis sobre os gastos com contas do tipo B. "Provavelmente, não vão fazer nada, porque é muita coisa. Precisamos colocar isso na digitalização automática", afirmou o ministro.Ele comentou que o governo está aumentando o controle também sobre os cartões corporativos. Reiterou que os saques em dinheiro só serão admitidos até um limite de 30%, desde que haja autorização do ministro da área. "Estamos aumentando o controle, e ainda vamos fazer com que a pessoa que sacou o dinheiro digite o gasto no sistema para ir para a internet. Queremos 100% de transparência", declarou Paulo Bernardo.O ministro informou ainda que o governo contratou a consultoria INDG para auxiliar no processo de redução dos gastos correntes da administração federal. O trabalho terá início pelos seis ministérios que dispõem dos maiores orçamentos. Bernardo não quis fazer uma previsão sobre o valor da redução de gastos, mas assegurou que as medidas terão efeito imediato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.