Bernardo nega cortes no PAC para compensar fim da CPMF

Com o fim do tributo, governo téra que reduzir R$40 bilhões, sendo R$20 bi do Orçamento deste ano

Gerusa Marques, da AE

22 Janeiro 2008 | 14h11

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assegurou nesta terça-feira, 22, em entrevista coletiva, que o governo não pretende fazer cortes nos investimentos das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele lembrou que o governo terá neste ano uma redução de 40 bilhões, com o fim da CPMF e que mesmo com as medidas já adotadas para a compensação da perda,haverá um corte de R$ 20 bilhões no Orçamento.   Veja também: Governo gasta R$ 4,5 bilhões com o PAC em 2007 Resultados do PAC são melhores do que o previsto, diz Mantega Íntegra do balanço do PAC    "Vamos fazer um esforço de arrecadação, dentro das alíquotas e dos tributos já existentes. Mas não há previsão de fazer corte no PAC", afirmou o ministro.   Ele admitiu que sempre há a possibilidade de algumas obras não poderem ser executadas e que nesse caso sempre há remanejamento do valor a ser investido. Bernardo disse que está em conversas com parlamentares sobre os cortes no orçamento deste ano. É fundamental que sejamos parceiros na definição dos cortes", afirmou.   A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também reforçou a idéia de que o governo não pensa em cortes de recursos do PAC.

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