Bernardo elogia Lula por discurso sobre mensalão em congresso

Ministro critica ainda o que chamou de 'condenação prévia' dos companheiros do partido acusados no esquema

LORENA VIEIRA, Agência Estado

01 de setembro de 2007 | 13h26

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse neste sábado que a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o 3º Congresso Nacional do PT, foi "sábia" ao destacar que ainda há necessidade de apuração final sobre as denúncias ligadas ao esquema do mensalão.  Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ação penal contra os 40 denunciados no caso, entre eles o ex-ministro José Dirceu e o deputado federal José Genoino (PT-SP). "Parece claro que há excessos na acusação, que querem transformar denúncia em condenação prévia", afirmou Bernardo. "A melhor postura é aguardar."   Veja também:   Da crise do mensalão à volta do socialismo  Os quarenta do mensalão  Lula diz que petistas devem defender réus do mensalão       A uma platéia formada por petistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Partido dos Trabalhadores e seus militantes. "Nenhum petista tem que ter vergonha de defender um companheiro", afirmou. Ele reconheceu que o PT cometeu erros mas, ainda assim, é o mais ético entre todos os partidos. Acusado pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, o ex-ministro José Dirceu estava na platéia.       Lula ponderou que há tempo para que os acusados se defendam, mas alertou: "Quem errou estará subordinado às mesmas leis, às mesmas regras que os 190 milhões de habitantes deste país". "Vocês sabem que não costumo falar sobre decisões da Justiça. Mas eu queria que os petistas tivessem em mente uma coisa. Até agora nenhum deles foi inocentado, mas também nenhum deles foi culpado. E somente esses companheiros, nem eu nem vocês, sabemos o que aconteceu", completou. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, também ressaltou o tom positivo do discurso do presidente Lula, dizendo que possíveis erros de integrantes do partido não podem encobrir sua história, marcada por grandes realizações. Para ele, o Congresso do PT não será um tribunal para julgar os companheiros.

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