Bernardo defende regra atual para salário mínimo

Ministro do Planejamento defendeu apenas arredondar o valor do piso salarial no ano que vem

Fabio Graner, da Agência Estado,

09 de novembro de 2010 | 12h33

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira, 9, a manutenção da atual regra de reajuste do salário mínimo e disse que sua proposta é de apenas arredondar o valor do piso salarial do País no ano que vem, dos R$ 538,15 para R$ 540,00. A regra atual prevê o reajuste do salário mínimo pela inflação do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Por essa regra, em 2011 o salário mínimo, teoricamente, só teria a reposição da inflação de 2010, já que o crescimento econômico em 2009 foi praticamente nulo.

 

Segundo Bernardo, ninguém, nem mesmo os trabalhadores, demonstram interesse em mudar a política atual de reajuste, mas os representantes da categoria defendem que o salário mínimo de 2011 seja tratado como uma exceção. "Se querem uma exceção, essa será uma decisão política", disse o ministro, afirmando que ele não vai propor "nenhum centavo a mais" aos R$ 540,00. "Fazer uma inflexão no salário mínimo este ano é uma decisão política", enfatizou.

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