Bernardo defende esforço político para votar Orçamento

Depois de sucessivos adiamentos, o Congresso tenta fazer um mutirão para votar o Orçamento de 2008 ainda no mês de fevereiro. Em entrevista hoje ao Programa Agência Estado no Ar, transmitido pela Rede Eldorado, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que o processo está bem encaminhado, mas que é preciso fazer um esforço político para votar. Segundo ele, o relator da proposta orçamentária, deputado José Pimentel(PT-CE) informou que o relatório está fechado. "Em todas as conversas temos ponderado a importância de votar", informou. "Nos próximos dias nós vamos começar a ter problemas de obras que estão em pleno andamento e não vão ter como continuar se não tiver mais orçamento", alertou.De acordo com Bernardo, caso haja alguma dificuldade, o governo já definiu, embora não tenha concluído, o decreto de programação financeira, ou seja, os parâmetros que serão utilizados para fazer a adaptação dos gastos à disponibilidade de receita. "Estamos acompanhando a cada dia o trabalho do Congresso, nós sabemos o que eles estão fazendo em termos de avaliação de receita, temos então uma boa posição para fazer esse decreto de programação financeira".Ele acredita que, após verificar se houve algum erro e sancionar o projeto, o decreto ficará pronto no prazo entre dez e doze dias. "Nós vamos, evidentemente antes de fazer o nosso decreto, reavaliar todas as nossas projeções de receita e aí vamos tomar providência em função disso, pode ser que tenha alguma divergência e que seja necessário fazer algum contingenciamento, mas tudo indica que nós vamos ter um bom ano em termos de receita", avaliou.O ministro do Planejamento ressaltou que a economia brasileira tem apresentado bons resultados no comércio, produção de automóveis e agronegócio, com expectativa de crescimento de 5% no ano. Apesar das boas estimativas para as receitas, ressaltou a necessidade de haver uma "margem de prudência". "Durante o ano pode ter uma mudança no quadro econômico, alguma dificuldade, precisamos estar preparados para isso também", ponderou Bernardo.

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