Bernardo defende escolha de Haddad para pleito em SP

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu hoje a escolha do ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato do PT à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012. Na avaliação dele, a escolha foi feita de forma transparente e com diálogo aberto. Para Bernardo, a desistência dos demais pré-candidatos - os senadores Eduardo Suplicy e Marta Suplicy e os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini -, não foi uma imposição antidemocrática da cúpula do partido.

ANNE WARTH, Agência Estado

11 de novembro de 2011 | 13h51

"Eu acho que é democrático resolver questões de forma transparente e aberta. Não foi algo resolvido por quatro caciques em uma mesa de restaurante", opinou, após participar da cerimônia em que o médico Roberto Kalil Filho foi nomeado professor titular do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "Tivemos debates abertos com toda a militância. Tenho certeza de que essa será uma decisão absolutamente reconhecida pelo conjunto do partido, que é quem tinha que decidir nesse momento", disse. Na avaliação de Bernardo, Haddad é um excelente quadro. "O ministro Haddad é um quadro da maior qualidade, o PT soube escolher".

Ele também afirmou acreditar que as explicações do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre os casos suspeitos de corrupção dentro da pasta foram satisfatórias. "Acho que o ministro Lupi se saiu bem. Na maioria dos casos, inclusive, o Ministério já havia tomado providências", afirmou. "O que eu notei de mais relevante é que, em todos os casos em que havia denúncias de problemas, o Ministério já estava atuando. Já tinha tomado providências, encaminhado para a Controladoria Geral da União, afastado pessoas, suspendido convênios. Portanto, está satisfatório." Bernardo também brincou sobre a frase de Lupi na Câmara, que ontem disse amar a presidente. "Quem não fica contente com uma declaração de amor, não é verdade?".

O ministro das Comunicações disse ainda que a mobilização dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo para protestar contra a divisão dos royalties do petróleo é uma reivindicação "com razão", mas que outros Estados da nação também têm interesse em receber as divisas da exploração. "Essa é uma questão extremamente importante para Rio e Espírito Santo, que estão se mobilizando com razão, mas é evidente que outros Estados também têm suas razões", afirmou. "Lá no Paraná, por exemplo, o povo quer saber como vai ficar essa distribuição, assim como no Piauí. Essa relação de forças vai ser definida dentro do Congresso".

O ministro não descartou a possibilidade de que a presidente Dilma Rousseff vete uma decisão do Congresso que ela considere injusta. "Se ela chegar à conclusão de que houve alguma injustiça flagrantemente não razoável, sim (ela pode vetar), mas não sei os detalhes. A hora em que o Congresso tomar uma decisão, a presidente vai avaliar", afirmou.

Dilma esteve hoje em São Paulo para participar da cerimônia de posse do médico Roberto Kalil Filho. Ela não discursou nem deu entrevista. Também participaram do evento o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD); o ministro da Saúde, José Padilha; o presidente do Senado, José Sarney (PMDB); o ex-governador José Serra e o reitor da USP, João Grandino Rodas, além de médicos e professores da universidade e convidados e familiares de Kalil.

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