Bernardo critica proposta de terceiro mandato para Lula

Ministro considerou inapropriada declaração de prefeito de Recife, que defendeu mais cedo reeleição de Lula

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

14 de abril de 2008 | 19h50

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considerou inapropriada a defesa do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita nesta segunda-feira, 14,  pelo prefeito de Recife, João Paulo, no encontro de prefeitos do PT. "Isso não é bom. O presidente já deixou clara sua posição. Acaba deixando a oposição completamente sem sono. Tem gente na oposição que não dorme há muito tempo por causa disso", afirmou. O presidente do PT, Ricardo Berzoini, na mesma linha de Paulo Bernardo, afirmou: "O Brasil precisa de uma reforma política. Mas quando se levantam questões de mudança de regra no meio do jogo, como fez o ex-presidente Fernando Henrique, só desestabiliza e cria falsas polêmicas. Mas quem quiser falar, que fale".Além de defender um terceiro mandato para o presidente Lula, o prefeito de Recife quer que o novo período na Presidência da República seja de cinco anos. "Lula tem de criar coragem e dar mais um passo rumo ao mandato de cinco anos", afirmou. "Por mais que eu respeite os companheiros do PT, a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil) e membros de outros partidos, como Ciro Gomes, no momento Lula é a única pessoa que tem condições de dar continuidade ao projeto de distribuição de renda. E a oposição ataca de forma infernal. Vou continuar cantando esta idéia por aí no ritmo de frevo", disse João Paulo.Já o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, disse que muitos prefeitos usarão a bandeira do terceiro mandato para Lula na eleição municipal, como forma de atrair votos. "Lula tem mais de 80% de aprovação na baixada fluminense. Se eu fizesse um abaixo assinado pelo terceiro mandato, iria virar uma febre. Mas isso não prospera porque o presidente já disse que é contra". Ele fez a ressalva de que o uso do terceiro mandato como bandeira eleitoral não é o caso do prefeito de Recife. Para Lindberg, muitos candidatos à reeleição poderão assumir a bandeira do terceiro mandato em causa própria.

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