Bernardo aposta em forte queda do déficit da Previdência

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou que a previsão de queda do déficit da Previdência para R$ 41,6 bilhões em 2008 é bastante expressiva. Para ele, essa projeção de queda de mais de R$ 3 bilhões em relação ao déficit esperado para 2007, de R$ 45 bilhões, é uma demonstração do esforço do governo na melhoria da gestão dos gastos públicos. O ministro destacou que o resultado previsto para 2008 é menor do que o R$ 42,1 bilhões registrados em 2006. Segundo ele, essa redução ocorrerá em função do aumento das receitas previdenciárias decorrentes da formalização da mão-de-obra no País e da maior fiscalização contra fraudes, com a criação da Super Receita. Bernardo também ressaltou que nos últimos três anos a Previdência vem apresentando resultados melhores porque o governo adotou medidas de gestão para conter o crescimento explosivo de algumas despesas como a do auxílio-doença.Ele também observou que a proposta de orçamento para 2008 divulgada hoje é sustentável e responsável. "Não só as políticas sociais, mas o orçamento como um todo é sustentável", declarou. O ministro rebateu a avaliação de que a proposta não prevê medidas efetivas de controle das despesas e conta apenas com o crescimento da arrecadação federal. Segundo ele, o governo vem adotando medidas para melhoria da gestão das despesas, que inclui a Previdência, e destacou a adoção do pregão eletrônico para as compras do governo, que tem proporcionado economia de R$ 1 bilhão ao ano. Para rebater as críticas de aumento da carga, Bernardo afirmou que o governo não promoveu aumento de alíquotas nos tributos e que a elevação da arrecadação tem ocorrido pelo crescimento econômico. Disse que o governo continua fazendo esforço para reduzir a carga tributária, mas ponderou que a desoneração tem de ser feita de forma gradual.

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