Bernardo acha 'razoável' reajuste de 2,5% para servidor

Ministro do Planejamento avalia positivamente proposta de Jucá para alterar previsão do PAC

Fábio Graner, da Agência Estado,

24 de outubro de 2007 | 11h08

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a proposta do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de definir a regra de reajuste do gasto com pessoal em 2,5%, mais a inflação, é "razoável". Quando lançou o PAC, o governo enviou ao Congresso a proposta de reajuste de 1,5%, mais a inflação. Segundo Bernardo, Jucá ligou para ele para informar que estava apresentando a proposta, por conta da forte demanda de senadores oposicionistas, e também da base do governo, em torno do estabelecimento do controle de gastos governamentais. Isso seria parte da negociação em torno da renovação da CPMF.  Na saída da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), onde havia participado da abertura do seminário "Da Burocracia à Corrupção", o ministro afirmou haver um aspecto positivo na proposta de Jucá pelo fato de colocar o tema em discussão no Senado, já que a pauta estava até então na Câmara dos Deputados. Bernardo disse que o governo está buscando o diálogo para a renovação da CPMF, mas ponderou que, ao mesmo tempo que se discute a renovação do tributo, o Congresso também debate o aumento de recursos para a Saúde por meio da regulamentação da emenda constitucional nº 29. "Precisamos decidir isso. O aumento das despesas é incompatível com a redução de receitas, pelo menos no nível que foi colocado por alguns", afirmou Bernardo, que, no entanto, aposta em um acordo com a oposição. Desburocratização O ministro Paulo Bernardo comparou ainda a desburocratização do País a um "trabalho de formiguinha" que envolva toda a sociedade. "Precisamos eliminar aquele negócio de criar dificuldades para, depois, facilitar." Segundo o ministro, houve um avanço da burocracia depois da gestão de Hélio Beltrão no Ministério da Desburocratização durante o governo do general João Figueiredo. Mas ele disse que a cultura da burocratização está "arraigada" no serviço público e, apesar de todos concordarem em que é necessário diminuí-la, na hora de realmente eliminar aspectos burocráticos, há muita resistência no próprio governo. Bernardo acha que o governo avançou muito em transparência, mas ainda tem muita burocracia. Segundo ele, uma das maiores dificuldades que o governo enfrenta no combate à corrupção é a impunidade.

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