Beraldo nega divergência entre PSDB e PFL

O presidente estadual do PSDB de São Paulo, deputado Sidney Beraldo, negou nesta sexta-feira que exista qualquer arranhão nas relações entre a sua legenda e o PFL por causa das recentes críticas feitas pelo governador de São Paulo, o pefelista Cláudio Lembo. "Isso é um absurdo", reagiu o tucano, a respeito das informações de uma crise entre os dois partidos. "Não existe crise e, muito menos, o agravamento dela", emendou Beraldo. Segundo o tucano, o governador fez um desabafo, num momento de comoção, sem o intuito de atingir ninguém.O presidente do PSDB paulista disse que Lembo é "um homem de bem e deve ter sofrido uma pressão enorme em todo este episódio ocorrido em São Paulo". Na sua avaliação, o governador paulista tomou a decisão correta em não aceitar a ajuda das tropas federais para controlar os ataques e as rebeliões ocorridos no Estado. Para o tucano, Lembo agiu com responsabilidade porque a entrada do exército poderia gerar ainda mais pânico na população e a polícia do Estado mostrou capacidade para resolver os conflitos.Beraldo conta que antes do encontro que o governador paulista teve com o ministro da Justiça, Marcio Thomas Bastos, na última segunda-feira à tarde, no Palácio dos Bandeirantes, houve uma reunião com os líderes da Assembléia Legislativa. De acordo com Beraldo, nesse encontro Lembo expôs os motivos pelos quais não iria aceitar a oferta do governo federal. "E eu manifestei apoio a essa atitude", disse o tucano.O presidente do PSDB de São Paulo contesta também a hipótese da crise na área da segurança atingir as campanhas de Geraldo Alckmin à Presidência da República e de José Serra ao governo de São Paulo, "A questão da segurança é nacional e atinge o País como um todo. Este problema exigirá uma reflexão profunda e uma união de todos os partidos, porque é uma preocupação de toda a população", reiterou.

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