Beneficiária do Bolsa família nega doação a Dilma

Sebastiana da Rocha, a beneficiária do Bolsa Família que teria dado dinheiro para a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff, em 2010, disse nesta quinta-feira ao gestor do programa na sua cidade que nunca fez doação alguma. Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que Sebastiana foi procurada para confirmar se seu perfil se encaixava nas exigências do programa.

LISANDRA PARAGUASSU E FÁBIO FABRINI, Agência Estado

25 de julho de 2013 | 19h30

"Ao realizar visita domiciliar à beneficiária mencionada na nota (da coluna Painel, da Folha de São Paulo), a área social da prefeitura de Campo Verde (MT) confirmou que a família se encontra em situação de vulnerabilidade, com perfil de beneficiária do Bolsa Família.

Questionada, a beneficiária declarou ao gestor municipal que nunca fez doação em dinheiro para campanha presidencial", diz o texto.

De acordo com a notícia, Sebastiana, que teria recebido R$ 528 do Bolsa Família em 2010, teria doado R$ 510, ficando com apenas R$ 18 para si. Com a negativa de que a beneficiária tenha feito qualquer doação, o ministério analisa que providências deve tomar. O caso pode ser encaminhado para o Ministério Público.

"Em casos dessa natureza, a primeira providência do MDS é solicitar ao gestor municipal do Programa Bolsa Família que proceda à visita domiciliar para avaliar a condição socioeconômica da família. A segunda é, quando necessário, informar o Ministério Público para que tome as medidas pertinentes", diz a nota.

Como a beneficiária do Bolsa Família afirmou que nunca fez doação para nenhuma campanha política, a conclusão do governo é de que pode ter havido um erro quanto à suspeita de que tenha contribuído ou que seu CPF tenha sido usado de má-fé por alguém que não queria aparecer como doador. Daí, a possibilidade de que o Ministério Público seja acionado. Há também a possibilidade de a Polícia Federal fazer a investigação para verificar se houve fraude.

A Justiça Eleitoral informou que não tem como tomar nenhuma providência por enquanto, porque teria de ser provocada a partir de investigações da PF ou por representações do Ministério Público. Já a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas de fraudes ocorridas em municípios, informou que não está atuando no caso de Sebastiana da Rocha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.