Beatificação de Irmã Dulce vai para o Vaticano

O tribunal eclesiástico da Arquidiocese de Salvador encerrou hoje, na Basílica da capital baiana, o processo para a beatificação de Irmã Dulce, freira baiana responsável por uma amplo trabalho social, que morreu em março de 92. Os três pacotes, contendo 12 pastas com 92 depoimentos sobre a vida da religiosa, além de vários documentos pessoais e o registro de ações públicas da freira foram lacrados pelo cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador.Caberá ao postulador canônico, o padre italiano Paolo Lombardo, espécie de advogado dos candidatos a santo, levar o material ao Vaticano, onde, num prazo de dez dias, será dada entrada oficial ao processo. A partir de então, os documentos serão analisados pela Congregação da Causa dos Santos, que deverá dar um parecer em outubro. Se for favorável Irmã Dulce será reconhecida como "venerável".Para ser beatificada será necessário a comprovação de um milagre. A qualificação de santa será obtida depois de um segundo milagre. Esses milagres estão sendo procurados pela comissão diocesana em Salvador. Conforme o rito do Vaticano, os milagres precisam ser "instantâneos, perfeitos, duradouros e sem explicação científica".Padre Lombardo é advogado de nove candidatos brasileiros a santo. Ele tem sempre ressaltado que nos processos de canonização, o Vaticano sempre leva em conta em primeiro lugar a vida exemplar e as virtudes das pessoas, antes da análise dos milagres e elas atribuídas.

Agencia Estado,

01 de junho de 2001 | 16h50

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