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Gabriela Biló / Estadão
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BBB da CPI: Pazuello sem máscara, de novo, ‘convocação’ de Malafaia e ‘apareça, Carluxo’

Resumo do dia mostra repercussões da segunda etapa do depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 18h43

A CPI da Covid no Senado completou quatro semanas nesta quinta, 20, despertando cada vez mais interesse da população que, com o fim do Big Brother Brasil 21, elegeu a comissão que investiga ações e omissões do governo Jair Bolsonaro na pandemia como o novo reality show da família brasileira.

O resultado são memes, paródias e manifestações dignas de torcida de futebol. A internet não perdoou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello negando o famoso “um manda, outro obedece” nem a postura do general três estrelas de “terceirizar” responsabilidades pelas mais de 440 mil mortes pela pandemia.

 E logo pela manhã já foi flagrado sem máscara. Confira:

Pazuello repete dia de shopping e entra na sala de depoimento do Senado sem máscara

O ex-ministro repetiu a cena que viralizou em abril, quando passeou em shopping de Manaus sem máscara. Nesta quinta, após intervalo em seu depoimento, Pazuello saiu da sala e voltou sem a proteção. O flagra é da repórter-fotográfica Gabriela Biló.

‘Novo slogan’ do governo Bolsonaro 

A ex-deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB) postou uma ‘nova versão’ do slogan da gestão Bolsonaro (Brasil acima de tudo, Deus acima de todos) após Pazuello atribuir a terceiros, como o governo do Amazonas, responsabilidades por mortes na pandemia.

Senador governista mostra vídeos antigos de governadores defendendo cloroquina 

O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) foi parar nos trending topics do Twitter depois de mostrar um vídeo no qual alguns governadores contam que a hidroxicloroquina estava à disposição da população contra a covid-19. Mas as produções eram todas antigas, de março de 2020. A postura do parlamentar do DEM gerou críticas até do partido.

‘Missão cumprida’ de Pazuello e ‘Um manda, outro obedece’ viram meme

Pazuello disse aos senadores da CPI que deixou o cargo de ministro da Saúde porque tinha cumprido sua missão. No Twitter, a declaração virou meme, pois o general foi demitido em março, mês em que o País enfrentava uma escalada no número de infectados e de mortos pela covid-19. 

O ex-ministro ainda se contradisse ao afirmar que não recebeu ordens de Bolsonaro. A internet não perdoou e resgatou um vídeo de outubro do ano passado em que o general diz, ao lado do presidente, que “um manda, outro obedece”.

Apareça, Carluxo!

O governo decidiu contra-atacar na CPI da Covid. Após senadores criticarem o que classificaram como “gabinete paralelo” para orientar o presidente na condução da pandemia, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, pediu a ajuda do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“Apareça, Carluxo! Não fique no Rio, não. Fique ao lado do seu pai, em Brasília”, aconselhou ele, nesta quinta-feira, 20, referindo-se ao filho “02” de Bolsonaro pelo apelido.

A internet não perdoou

Silas Malafaia na CPI?

Em discurso acalorado para defender o irmão Carlos, frequentemente citado por senadores da CPI, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) colocou o nome do pastor Silas Malafaia na roda e disse que o pastor é o principal conselheiro do presidente Jair Bolsonaro. 

“Carlos Bolsonaro, a todo momento, o nome dele é trazido a esta CPI, como se houvesse um conjunto de pessoas que dão aconselhamento paralelo, algo obscuro ou criminoso. Então, senador Marcos Rogério, eu quero dar um nome para o senhor aqui”, afirmou Flávio. ”Agora, vocês querem ouvir alguém que dá conselho ao presidente da República? Vou dar o nome: chama o pastor Silas Malafaia aqui. Esse fala quase que diariamente com o presidente e influencia o presidente.” Será que vai dar Malafaia na CPI?/COLABOROU BIANCA GOMES

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