Bayer Seeds quer produzir sementes transgênicas no País

A Bayer Seeds, empresa independente da Bayer Holding AG, testou quatro sementes transgênicas no Brasil, mas congelou novos projetos. Espera a decisão do governo local sobre liberação e comercialização dos grãos transgênicos para montar uma nova estratégia de atuação no Brasil. No cronograma da multinacional alemã, as reuniões sobre o assunto já começaram e em meados deste ano um novo plano de vôo deverá ser finalizado.O coordenador de Regulamentação em Biotecnologia da Bayer Seeds no País, Denis Lima, afirma que a empresa já testou algodão, milho, arroz e soja, desde 1996. A empresa possui, mundialmente, tecnologias em sorgo e canola, mas estas não foram testadas no País.A comercialização da soja no Brasil chegou a ser liberada em 1998, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas órgãos ambientais do governo e ONGs impediram o andamento tanto do plantio como da comercialização em escala. Assim, no final de 2003, a soja transgênica plantada no País recebeu liberação para venda. "Mas a decisão não abriu precedente para o cultivo massivo do grão", lembra Denis Lima.A Bayer Seeds não sabe, também, se o arroz e o milho transgênicos serão liberados para plantio este ano. O projeto de cultivo em Uberlândia (MG) ficou na dependência de licenciamentos ambientais. "Há projetos para irem à campo, mas não temos as licenças", conta Lima.O mecanismo da transgenia nas sementes da Bayer Seeds segue a tecnologia Liberty Link, semelhante à da Monsanto para a soja. No milho, um gene de herbicida é associado a um de proteína entre os 40 mil genes que compõem a semente. O milho para consumo humano não apresenta toxicidade, porque o herbicida entra na rota do metabolismo da planta, ao mesmo tempo repelindo determinadas pragas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.