Bauru decreta estado de emergência por causa da leishmaniose

A Prefeitura de Bauru, no interior de São Paulo, decretou estado de emergência na cidade por causa da leishmaniose. Só este ano, o município já contabiliza 10 casos da doença. Em 2003, foram registradas 15 ocorrências da moléstia. As ações da prefeitura no combate à leishmaniose prosseguem ao longo desta semana. Em razão da descentralização do foco, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) reestruturou a atuação das equipes na condução dos casos.Segundo o órgão, as equipes de busca ativa estão atuando em dois bairros: Jardim Gérson França e agora Parque Jaraguá. As equipes de coleta de sangue de animais e vistoria de meio ambiente estão no Jardim Carolina, Nova Esperança/Jardim Prudência, Jardim Petrópolis, Vila Dutra, Centro e Jardim Manchester. Outros funcionários de vistoria de meio ambiente, tratando de dengue e leishmaniose, estão percorrendo o Jardim Carolina, Altos da Cidade, Parque Bauru e Redentor.O DSC reitera para que a comunidade ajude a fiscalizar, não permitindo que ninguém jogue lixo nessas áreas. Ações ilegais devem ser denunciadas e, quanto à coleta de galhos, a população deve acionar a Emdurb através do número 0800-994-599.Com a decretação do estado de emergência, os fiscais estão autorizados a entrar em locais suspeitos. Sempre que algum lugar crítico for identificado e apresentar risco à saúde pública, os setores competentes para agilizar a retirada de lixo e controle de limpeza serão acionados. Os sintomas da doença são febre por mais de 15 dias seguidos, emagrecimento, aumento da barriga em função do aumento do fígado ou do baço, tosse seca e diarréia. As informações são da TV Globo.Informações sobre a doençaDe acordo com o Instituto Paulista de Doenças Infecciosas e Parasitárias, a leishmaniose é causada pelo protozoário leishmânia. Ela provoca a doença em cachorros, raposas e gambás. O mosquito (da subfamília dos flebotomíneos) pica o animal, sobretudo o cão, pega o microorganismo em seu sangue, pica os humanos e os contamina.As pessoas picadas, não se sabe por que, reagem de modo diferente ao protozoário. A maioria o neutraliza e não desenvolve os sintomas da doença; parte desenvolve uma forma Ieve de Ieishmaniose; e um terceiro grupo é atingido pela forma grave, às vezes fatal. A incubação varia de dois a cinco meses.

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