Battisti não será ''bode expiatório'' na Itália, diz Tarso

Em sintonia com os advogados de defesa do extremista Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que ele seria absolvido por falta de provas se submetido a novo julgamento no Brasil ou na Itália. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos.A principal prova contra Battisti, segundo seus advogados, é o depoimento de outro ativista político italiano, preso pela polícia na década de 80, que fez um acordo de delação premiada para diminuir a própria pena."Qualquer juiz mediano não o condenaria por não encontrar provas minimamente sóbrias para isso", disse em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Além disso, Tarso indicou que o governo brasileiro não deve, de fato, extraditar Battisti mesmo que o STF anule o refúgio concedido e autorize a extradição. "O Brasil não vai entregar alguém para ser bode expiatório na Itália", disse. Pelo entendimento do governo, o presidente da República pode se negar a entregar Battisti mesmo que a Justiça autorize a extradição.

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