Bastos diz que manteve Lula informado sobre investigação

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou que relatou minuciosamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tudo o que ia acontecendo ao longo das investigações sobre a quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa. Ele assegurou que não maculou o seu mandato, as suas obrigações e que não se deixou perder ou desviar pelo caminho da ilegalidade. "Tudo o que fiz foi absolutamente dentro das minhas atribuições".Bastos disse que determinou rápida investigação sobre o caso, e que ela foi acompanhada passo a passo pelo Ministério Público. Ele afirmou ainda que toda a sua atuação no episódio da violação do sigilo bancário se pautou estritamente nos limites da lei. "Tenho certeza que não maculei meus deveres de ministro, não fui além nem aquém do que me permite fazer a Constituição e a lei", disse o ministro, no início de sua exposição à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ele disse que não agiu para acobertar ou proteger alguém, numa referência ao ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e que as providências foram tomadas no tempo certo. "O que eu não fiz foi disseminar boatos. O que eu não fiz foi espalhar rumores. O que eu fiz foi agir com a tranqüilidade, prudência e comedimento que se exige de um ministro da Justiça", afirmou. O ministro fez um relato de sua vida profissional, como advogado, e disse que não poderia comprometer uma vida bem sucedida criando deslizes. "Estou com a consciência tranqüila de que cumpri os meus deveres", acrescentou. Ele lembrou que quando assumiu o cargo vendeu seu escritório de advocacia e que não tem nenhuma ingerência em relação a seus bens e que essa postura será mantida enquanto assumir o Ministério da Justiça. "Tenho orgulho de ter largado a vida privada e me dedicado a vida pública", afirmou.

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