Bastidores: Sigilo eterno de ‘ultrassecretos’ agrada ao Itamaraty

Ministério das Relações Exteriores sempre defendeu que alguns documentos fossem resguardados

Lisandra Paraguassu, de O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2011 | 23h00

O adiamento do debate em torno do projeto que determina o prazo de sigilo para documentos históricos agradou ao Itamaraty. Apesar de ter aceitado a posição do Planalto - que até então pretendia limitar o prazo de sigilo -, o Ministério das Relações Exteriores sempre defendeu que alguns documentos ultrassecretos deveriam permanecer resguardados.

 

A visão é de que alguns documentos de negociações e atividades internacionais podem causar, mesmo após décadas da ação, problemas de soberania e não devem ser revelados. A posição, que não é unânime no ministério, foi defendida pelos diplomatas durante o processo de construção do projeto, ainda no governo anterior.

 

A mudança de governo, no entanto, e a definição da proposta defendida pela presidente Dilma Rousseff calou os diplomatas. A mudança de ministro também esfriou o empenho na defesa da proposta.

 

Ainda assim, a posição do Itamaraty é que o adiamento da discussão é positivo e não haverá reclamações caso a presidente aceite manter o sigilo eterno de alguns documentos. Atualmente, a maior parte é liberada para pesquisa. Apenas os considerados ultrassecretos são de acesso de alguns poucos diplomatas.

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