BASTIDORES: PT rejeita plano B para 2018, por ora

Petistas colocam defesa do ex-presidente no topo das prioridades do partido

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2017 | 03h00

Um dia depois do juiz Sérgio Moro condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão, o PT colocou a defesa dele no topo das prioridades da legenda e passou a repetir em uníssono um discurso que já estava ensaiado na véspera.

“Não aceitaremos um processo eleitoral em que a maior liderança popular da história desse país seja impedida de se candidatar. Uma eleição sem o presidente Lula é uma fraude”, resumiu a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional da legenda. 

Em linhas gerais, o plano é boicotar a eleição presidencial e focar todas as energias nas eleições para o Congresso e governos em 2018. Pelo menos dois interlocutores que estiveram com Lula dizem que o objetivo é unificar a esquerda e os movimentos sociais em torno da defesa e da pré-candidatura dele. 

Mas, se confirmada a decisão de Moro na segunda instância, o próprio Lula vai ungir seu substituto – e ele não necessariamente será um petista. Ciro Gomes (PDT) não é o preferido. E Fernando Haddad (PT) está cotado.

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