Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Bastidores: Presidência da Câmara vira QG da anistia do caixa 2

Sala de Rodrigo Maia tem entra e sai de parlamentares defensores de medida

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2016 | 23h37

BRASÍLIA - A sala da presidência da Câmara virou o "quartel-general" dos líderes da Casa que tentam articular a aprovação de uma emenda para anistiar a prática do caixa 2. Desde o início da noite, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem recebido parlamentares de praticamente todos os partidos para conversar. O entra e sai de deputados é constante. Com semblantes fechados, a resposta padrão é que eles não sabem o que vai acontecer.

A ideia inicial era que a emenda para livrar os políticos que usaram recursos não declarados em campanhas eleitorais fosse assinada pelos lideres de todos os partidos, exceto da Rede e do PSOL. O PT, no entanto, rachou e não quer assinar o texto. Diante da dissidência, um deputado do PR poderia assumir sozinho a autoria da proposta. 

Relatos de deputados que passaram pelo "QG" indicam inúmeras críticas ao relator do pacote, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O principal ponto de discórdia é que o relator teria apresentado um texto diferente do que o que foi acordado com os líderes. Segundo deputados, Lorenzoni disse uma coisa "a portas fechadas" e, diante das câmeras, para sair como "paladino da moral", mudou de posição. 

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