Bastidores: PMDB não quer ministério da Justiça por ter perfil técnico

Segundo integrantes do partido, interesse é por outras pastas que tenham mais 'capilaridade' com vistas a 2018

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 12h48

BRASÍLIA - A bancada do PMDB na Câmara não tem interesse em indicar o substituto de Alexandre de Moraes (PSDB) no Ministério da Justiça. Deputados peemedebistas cobram do Palácio do Planalto uma pasta “com capilaridade”, por meio da qual possam fazer ações nas bases eleitorais, com vistas às eleições de 2018.

Segundo integrantes da bancada, a indicação de um deputado do PMDB para a Justiça chegou a ser “ventilada” nessa segunda-feira, 6, após o presidente Michel Temer indicar Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga do ex-ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no último dia 19 de janeiro.

Mas a avaliação de peemedebistas é de que a Justiça é uma pasta técnica, com a qual não poderiam fazer políticas nas bases. “A nossa preocupação é com 2018”, disse um deputado do PMDB. A prioridade da bancada seria retomar o comando do Ministério da Saúde, hoje com o deputado licenciado Ricardo Barros (PP-PR).

Peemedebistas com trânsito no Palácio do Planalto consideram, porém, muito difícil o governo tirar a Saúde do PP para dar ao PMDB. Por isso, a bancada cobra que Temer nomeie um deputado peemedebista para a liderança do governo, hoje com André Moura (PSC-SE), integrante do chamado Centrão.

A bancada do PMDB reivindica ainda cargos no segundo escalão de ministérios "com capilaridade", como a Secretaria de Atenção à Saúde, o próprio Ministério da Saúde e as secretarias de Habitação e de Saneamento, em Cidades. Esses cargos estão atualmente sob o controle de apadrinhados do PP.

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