Bastidores: Discussão sobre auditoria da eleição foi feita via WhatsApp

A decisão do PSDB de pedir uma auditoria especial para investigar o processo eleitoral foi tomada pela direção do partido a partir de um bate-papo via WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens instantâneas.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2014 | 02h01

Responsável pelo processo, o deputado federal Carlos Sampaio, que coordenou o setor jurídico da campanha de Aécio Neves ao Palácio do Planalto, consultou os colegas e recebeu "contribuições" ao texto que mais tarde seria protocolado no Tribunal Superior Eleitoral.

Integrantes da direção tucana diziam ontem à noite que Aécio, presidente nacional da legenda, não discutiu o caso porque estaria "incomunicável". A participação do senador mineiro na decisão, no entanto, ainda não está clara.

Na troca de mensagens, um membro da direção ponderou que era preciso tomar cuidado com a redação final da representação. Havia o temor de que ela desse munição para que o PT acusasse a oposição de tentar reverter o resultado da eleição presidencial no tapetão.

O argumento dos dirigentes do PSDB para justificar a representação é o de que desde domingo a sigla recebeu "milhares de denúncias" de militantes e de eleitores. Entre as mais recorrentes estão casos de urnas que não registravam o número 45 ou de pessoas que não puderam votar pois alguém havia feito isso em seu lugar. Dirigentes do partido chegaram a pedir o extrato de votação para os fiscais do partido em vários Estados para fazer a conferência por amostragem com a apuração do TSE.

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