Pedro Venceslau/Estadao
Pedro Venceslau/Estadao

Bastidores: convenção do PSDB tem vaias para Aécio e hino do comunismo

Encontro teve apoiadores de Aécio, deputado fluminense defendendo o desembarque do governo e ameaça de conflito entre grupos opositores

O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2017 | 15h18

BRASÍLIA - A Convenção Nacional do PSDB, que ocorreu hoje em Brasília elegeu Geraldo Alckmin como o novo presidente do PSDB, pelos próximos dois anos. Foram 470 votos para a chapa Unidade, três votos contrários e uma abstenção. A chapa tem como primeiro-vice-presidente o governador de Goiás, Marconi Perillo, e como segundo-vice-presidente Ricardo Tripoli, líder do PSDB na Câmara.

Veja bastidores:

Senador leva claque, mas sai de fininho da convenção

Aécio levou uma claque da juventude do PSDB-MG para a convenção. Todos usavam chapéu com o nome dele. O senador, implicado na Lava Jato, foi cercado pelo grupo, que gritou “Aécio”, mas foi embora à francesa, por uma passagem vip entre o centro de convenções e o hotel onde foi realizado o evento.  

Deputado fluminense defende desembarque 

“Se continuar a divisão do partido dos cabeças pretas e dos cabeças brancas, e eu sou careca, fico do lado dos cabeças pretas. Não há por que o PSDB estar no governo do PMDB”, defendeu o Luiz Paulo Corrêa da Rocha (RJ). 

Empurra-empurra entre militantes tucanos 

O senador Tasso Jereissati (CE) começou a discursar e um grupo de opositores internos começou a batucar. Aliados de Tasso não gostaram e ameaçaram partir para cima. A turma do deixa-disso teve de intervir. Tasso interrompeu o discurso e pediu calma aos militantes.

Flashback 

FHC, cuja a trajetória política começou na esquerda, posou com a turma do poeta e cientista político Fernando Guimarães (de camiseta preta na foto acima), o “Fefo”, que tem como lema “Esquerda Pra Valer”. O jantar do grupo na noite de anteontem em Brasília foi prestigiado também pelo secretário Floriano Pesaro e pelo presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal.

‘De pé, ó vítimas da fome!’ 

No jantar, entre “french racks” perfeitamente assados e cortes argentinos e uruguaios em uma churrascaria nobre da capital, os apoiadores do “Esquerda Pra Valer” defenderam uma guinada do partido para a esquerda. Depois de muita caipirinha, chope e vinho, animados, os tucanos começaram a cantar A Internacional, hino do comunismo. A letra diz: “De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra!”. O “preço” da fome tucana foi R$ 132 por pessoa, sem bebida.

 

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