Amanda Perobelli/Estadão
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Bastidores: Até renúncia da cúpula petista foi sugerida em reunião

Diagnóstico foi o de que o PT vive um cenário “trágico”, como se tivesse recebido um “tiro no peito”

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 05h22

A reunião da Executiva do PT, ontem, teve momentos de tensão. A portas fechadas, Markus Sokol, da tendência O Trabalho, sugeriu a renúncia da direção, mas a proposta nem chegou a ser votada, sob o argumento de que não é hora de o partido tomar medidas precipitadas. O diagnóstico ali foi o de que o PT vive um cenário “trágico”, como se tivesse recebido um “tiro no peito”.

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que não será empecilho para a mudança. O mandato da cúpula petista terminaria em novembro de 2017, mas vai ser encurtado. Até agora, no entanto, não há acordo para definir se a nova direção será eleita durante o 6.º Congresso da sigla, em abril ou maio, ou por meio de voto dos filiados, um processo contaminado por denúncias de irregularidades.

Mesmo com o ex-presidente Lula alvejado pela Lava Jato, uma ala do PT quer que ele assuma o comando do partido. Lula resiste. “Não é uma questão de nomes. Na situação em que estamos, nem Jesus Cristo resolveria”, disse o deputado Reginaldo Lopes, que perdeu a eleição em Belo Horizonte.

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