BASTIDORES: Apoio interno é condição de Temer para nomeação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cogita concorrer a novo período de 2 anos na chefia do Ministério Público Federal

Caio Junqueira, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2017 | 05h00

A eventual candidatura do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para um novo mandato tende a ser acatada pelo presidente Michel Temer sob a condição de que ele se viabilize dentro do Ministério Público, que elabora a lista tríplice a ser submetida à Presidência da República. A despeito de reclamações de ministros próximos a Temer e de seus aliados no PMDB do Senado sobre a necessidade de impor limites e acelerar a conclusão da Lava Jato, o presidente não pretende operar uma outra candidatura se o nome de Janot estiver consolidado dentro do colégio eleitoral que elege a lista tríplice, formado por mais de mil procuradores.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o prejuízo político é alto e não há garantia de mudança de rumos da operação, tendo em vista que as investigações também são conduzidas pela Polícia Federal. Além disso, a Lava Jato começa, agora, a tomar dimensões internacionais. Fora, portanto, do raio de atuação do Executivo brasileiro.

O assunto, contudo, ainda é considerado distante da agenda relacionada à operação. Auxiliares de Temer relatam que a preocupação imediata é sobreviver ao terremoto político que os depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht provocarão no governo e na relação com a base aliada tão logo sejam homologados pelo ministro Teori Zavascki.

Se sobreviver a essa fase, o governo avalia que terá condições de terminar o mandato independentemente do escolhido para conduzir a Procuradoria-Geral da República no próximo biênio.

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