Bastidores: A aproximação e o afastamento de Dilma e Marta

O relacionamento entre Marta Suplicy e Dilma Rousseff se estreitou em 2009, quando o nome da então ministra da Casa Civil ainda sofria resistências no PT para disputar o Planalto. Incumbida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marta organizou diversos eventos para apresentar a pré-candidata ao PT de São Paulo, principal foco de resistência.

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2014 | 02h01

A ex-prefeita organizou jantares em torno de Dilma com políticos, empresários e socialites paulistanos para quem a futura presidente era uma ilustre desconhecida. Por esse esforço, tornou-se coordenadora da campanha do PT no Estado.

A relação começou a azedar ainda antes na pré-campanha, em maio de 2010, quando Marta levou seu namorado, Márcio Toledo, para uma viagem com Dilma a Nova York. A presença do namorado na viagem oficial irritou Dilma.

Cotada, antes da campanha, para o Ministério das Cidades, Marta ficou a ver navios até 2012, quando chegou à Cultura em troca de apoiar Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo.

Sem orçamento e sem acesso à presidente, Marta focou sua gestão no Congresso, onde conseguiu vitórias importantes, como a aprovação do Sistema Nacional de Cultura.

Na disputa eleitoral deste ano, a ministra apostou todas as fichas no Volta, Lula e se deu mal. A relação com o Planalto se deteriorou a ponto de o PT convocar o ex-ministro Juca Ferreira para ser o interlocutor com o setor artístico no lugar de Marta. Em retaliação, a ministra se recusou a fazer campanha para Dilma na periferia de São Paulo. Há duas semanas, Marta disse a Lula que vai disputar a Prefeitura em 2016. "Acho que desta vez ela sai do PT", comentou o ex-presidente, dias depois.

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