Bastidores: A aposta pela redivisão do poder

O Palácio do Planalto tem estimulado ministros com perfil político fora do PT e do PMDB a criarem novos eixos de interlocução no Congresso. A ideia é viabilizar pelo menos mais dois blocos: um com partidos de centro e outro de centro-esquerda. Dessa forma, ampliaria-se a base de sustentação ancorada nos petistas e peemedebistas, detentores das duas maiores bancadas e responsáveis por ditarem o ritmo de votação de projetos de interesse do governo.

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2015 | 02h00

Segundo um ministro que está à frente das articulações, a ideia é ter uma base com "quatro eixos", em vez de uma com um "pé manco" - na visão dele, o PMDB.

A cúpula peemedebista tem sinalizado descontentamento com a presidente Dilma Rousseff após a reforma ministerial. O revide viria com a vitória na disputa pelo comando do Senado e da Câmara, em fevereiro.

A articulação dos novos blocos no Congresso é uma segunda etapa do processo de desconcentração de poder do PT e do PMDB no governo Dilma. A primeira fase foi tirar dos petistas a Educação, segundo maior orçamento da Esplanada, e entregar ao PMDB seis pastas, mas metade com porte de secretaria - o PSD, por sua vez, ficou com o cobiçado Ministério das Cidades. Redistribuir poder entre os partidos aliados é a aposta de Dilma para tentar uma relação menos conturbada com o Congresso.

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