BASTIDOR: Com bancada crescendo, DEM não aceita ser só coadjuvante do PSDB

Diante da perspectiva de ampliar a bancada na Câmara de 31 para 50 deputados, DEM lembrou que em 2014 os tucanos se deram ao luxo de formar uma chapa pura, com Aécio Neves na cabeça e Aloysio Nunes como vice

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2017 | 19h33

Pré-candidato à Presidência em 2018, o governador Geraldo Alckmin espera contar com o DEM em seu palanque, mas para isso terá que administrar a conturbada relação da legenda com o PSDB.

 

No jantar com a cúpula do DEM na segunda-feira, 25, em São Paulo, Alckmin ouviu muitas reclamações sobre um suposto “fogo amigo” dos tucanos, que estariam por trás de notas contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), publicadas na imprensa. 

A conversa serviu para desobstruir a relação e abrir caminho para um acordo de parceria no Congresso Nacional que independe da situação do presidente Michel Temer. Ambos defendem, por ora, a permanência do peemedebista. Mas com ou sem ele, DEM e PSDB pretendem estar juntos nas votações das reformas da Previdência e política. 

 

Se Temer for afastado do cargo, o DEM espera contar com o apoio do PSDB no processo de transição e na Esplanada dos Ministérios, caso Rodrigo Maia assuma o Palácio do Planalto.

 

Seria natural, portanto, que estivessem juntos também em 2018 na disputa presidencial e na maioria dos estados, como ocorre desde 1994.

 

Mas diante da perspectiva de ampliar a bancada na Câmara de 31 para 50 deputados e a possibilidade de ganhar um novo governador (Paulo Hartung, do Espírito Santo), o DEM não aceitará ser coadjuvante. Dirigentes da sigla lembram que em 2014 o PSDB se deu ao luxo de formar uma chapa pura, com Aécio Neves na cabeça e Aloysio Nunes como vice.

 

Após o jantar de segunda-feira, um dirigente do DEM disse ao Estado em caráter reservado que Alckmin e seu afilhado, o prefeito João Doria, despontam como os favoritos do PSDB para disputar às Presidência. Em seguida, avaliou que os dois partidos devem estar juntos em vários estados, como na Bahia, onde o prefeito de Salvador, ACM Neto, disputará o governo, e no mesmo palanque nacional.

A reportagem irritou o presidente da Câmara, que reagiu. Em entrevista ao portal "Poder 360", Rodrigo Maia disse que o DEM não tem condições de apoiar um candidato do PSDB à Prediência em 2018.          

 

 

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