Basômetro revela queda do governismo do PSD

Ferramenta online do ‘Estado’ permite visualizar comportamento dos deputados federais em relação aos projetos de interesse do Planalto

Estadão dados

13 de maio de 2012 | 21h46

SÃO PAULO - Partido autodeclarado "nem de esquerda, nem de direita, nem de centro", o PSD também aparece em múltiplas posições no Basômetro, ferramenta do núcleo Estadão Dados que permite medir o governismo de deputados federais.

 

Entre os integrantes do partido, a taxa de governismo (porcentual de votos a favor de projetos de interesse do Planalto) vai de 36% a 95%, a maior variação entre todas as legendas. Na média, fica em 86%.

 

Nas 28 votações nominais de que o PSD participou em 2011 (de outubro, quando foi criado, até dezembro), o partido do prefeito Gilberto Kassab teve média de governismo de 98%, mais alta até do que a de aliados fiéis da presidente Dilma Rousseff, como o PSB (96% no período).

 

A partir de 2012, entretanto, os deputados da legenda mudaram seu comportamento e começaram a votar com a oposição em várias ocasiões. Levando-se em conta apenas as 17 votações nominais deste ano, a taxa de governismo cai para 68%. Não por coincidência, em 17 de fevereiro, Kassab comunicou o PT que apoiaria José Serra na eleição para prefeito de São Paulo, e não mais a candidatura do petista Fernando Haddad.

 

Alguns deputados do PSD se tornaram mais oposicionistas do que outros. Enquanto Onofre Agostini (SC) votou 10 vezes contra o governo neste ano, Silas Câmara (AM) votou 8 vezes conforme a orientação do Planalto.

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