Base teme paralisação de obras em ano eleitoral

Diante da tensão na base do governo no Congresso com os cortes de despesas para compensar a perda da CPMF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou tranqüilizar os aliados, assegurando a manutenção especialmente das ações nas periferias das cidades. Mesmo com a insistência da equipe econômica de que os projetos da área social e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão atingidos, partidos governistas como PP e PR começaram a mostrar preocupação com possíveis surpresas em um ano de eleições municipais.Na manhã de ontem, Lula se encontrou com o ministro de Cidades, Márcio Fortes, do PP, para pedir um programa de viagens. "O presidente quer participar do início das obras do PAC por todo o País", relatou Fortes ao Estado. As viagens começam no fim de fevereiro. Antes, o presidente poderá fazer viagens para fechar contratos nas áreas de habitação e saneamento ainda pendentes.Em entrevista, o ministro disse que a proposta orçamentária de 2008 prevê R$ 4,4 bilhões de recursos do PAC para obras tocadas pela pasta de Cidades. Também ontem, Lula recebeu o ministro da Educação, Fernando Haddad, que apresentou balanço dos projetos da área, como a expansão das redes universitária e de escolas técnicas. A pasta deve ser atingida pelo corte de despesas. Dos 40 programas previstos no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o presidente assegurou que não fará cortes nos sete principais.Nas contas de Haddad, esses sete programas representam três quartos dos recursos do PDE, que previa total de investimentos de R$ 8 bilhões em quatro anos na área. "Parte do ajuste será feita com corte de despesas e todos os ministérios estão cientes disso e dispostos a colaborar", disse Haddad.

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