Base governista mostra divergência sobre projeto da CLT

A presença de apenas 167 deputados em plenário, quando 333 seencontram nas dependências da Câmara, indica que há uma indisposição da base governista para votar o projeto que propõe a prevalência de acordos e convenções coletivas sobre a legislação trabalhista em vigor. A avaliação, do deputado Pedro Eugênio (PPS-PE), reforça previsão feita ontem à noite por um deputado peemedebista de que o governo poderá surpreender-se com o número de votos contrários ao projeto. O próprio líder do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima (BA), reafirmou nesta tarde a disposição do partido de votar contra o projeto, não só na Câmara, como também posteriormente no Senado,se a posição do governo prevalecer na Câmara. O líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), reafirmou, também há pouco, sua disposição de obstruir a votação com todos os recursos regimentais possíveis. Pinheiro espera que, se a base governista não conseguir votar hoje o projeto, o governo retire a urgência constitucional da matéria para desobstruir a pauta de votações. A exceção foi a bancada do PSDB na Câmara que decidiu na tarde de hoje, em reunião, fechar questão a favor da aprovação do projeto que altera a legislação trabalhista e está programado para ser votado ainda hoje no plenário da Casa. Na reunião a bancada tucana entregou ao seu líder, deputado Jutahy Magalhães Júnior (BA), um abaixo-assinado pedindo uma reuniãoconjunta da dos parlamentares e da Executiva Nacional do PSDB para fixar os critérios a serem adotados no processo de escolha do candidato do partido à sucessão presidencial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.