Base governista irá se articular em defesa de Mercadante

Depois de todo o desgaste provocado pelo caso Antonio Palocci, a base aliada foi orientada pelo Planalto para se articular agora em defesa do ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia. A oposição já tem prontos requerimentos para convocar o ministro para depor em três comissões da Câmara, reeditando a estratégia usada contra o então titular da Casa Civil.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

20 de junho de 2011 | 20h14

Agora, com a articulação política remontada, embora ainda em teste, o governo aposta que a base poderá minimizar traições e controlar as sessões das comissões, evitando a convocação de Mercadante. Reportagem da revista Veja aponta o ministro como um dos suspostos mentores da compra de um dossiê contra o tucano José Serra em 2006. Em entrevista, um dos envolvidos afirma que o ministro era responsável por arrecadar parte dos R$ 1,7 milhões que seriam usados para a compra de informações e acabaram apreendidos pela Polícia Federal às vésperas da eleição.

O vice-líder do governo, Odair Cunha (PT-MG), afirma que a base não vai permitir "exploração política" deste caso. "A oposição continua seguindo seu script de usar denúncias para tentar estabelecer crises no governo. Nós não vamos admitir, o governo vai continuar trabalhando". Ele afirma que os aliados serão orientados a recusar qualquer convocação do ministro para falar do tema.

O PSDB já preparou requerimentos para tentar a convocação nas comissões de Ciência e Tecnologia, Fiscalização Financeira e Controle e Segurança Pública. O líder tucano na Câmara, Duarte Nogueira (SP), pretende também acionar o Ministério Público para que seja reaberto o inquérito que apurou o caso.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), destaca que o arquivamento do caso se deu por falta de provas. "O Ministério Público tem de reabrir o inquérito porque agora já há pelo menos a prova testemunhal". Em nota, Mercadante destacou ter sido inocentado nas investigações anteriores. "A matéria não informou que estas ilações já haviam sido mencionadas à época e que o ex-Procurador Geral da República, Antonio Fernandes de Souza, reconhecido pelo rigor de seus pareceres, pronunciou-se de modo inequívoco e isentou-me de qualquer envolvimento na suposta operação". O ministro destacou ainda ter sido inocentado, por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal.

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