Base governista e Parente negociam acordo para votar LDO

A base governista retoma hoje mesmo as negociações com parlamentares e o ministro-chefe do Gabinete Civil, Pedro Parente, para fechar o acordo que possibilite a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o orçamento Geral da União de 2003. O vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PPB-PR), afirma que não há mais problemas em relação ao texto da LDO, mas com a medida provisória que trata de benefícios previdenciários a anistiados políticos. Segundo ele, o problema do quorum está resolvido, porque a sessão iniciada na semana passada, em que não foi possível aprovar a LDO, tinha quorum suficiente.Já o líder do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), não estava tão seguro e temia, após a sessão fracassada do Congresso, que a LDO - que tem as regras gerais para a elaboração do Orçamento da União para 2003 - não chegasse a ser votada em julho, obrigando o Parlamento, por força constitucional, a realizar sessões de debates ao longo do mês.Barros acredita que tudo será resolvido até a votação amanhã. Ele pretende abrir negociações com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o Executivo, que pretende vetar vários pontos do substitutivo do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ao projeto de conversão da MP que fixa critérios para indenização de anistiados.O PT se recusou a votar a LDO, alegando que tudo fora amplamente negociado com o ministro Pedro Parente. "Vamos propor aos líderes da oposição para não misturar a questão das medidas provisórias com a LDO, já que há acordo sobre ela", disse Barros.

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