Base fará de tudo para impedir CPI no Senado, diz Fontana

'É jogar dinheiro na lata do lixo, isso virou uma brincadeira', diz líder do governo na Câmara

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2008 | 14h38

A base aliada do Planalto vai fazer "de tudo", nas palavras do líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), para evitar a criação da CPI exclusiva no Senado, destinada a investigar irregularidades nos cartões corporativos. "É jogar dinheiro na lata do lixo, isso virou uma brincadeira", disse Fontana, certo de que a CPI mista dos Cartões Corporativos  pode cumprir seu papel e não é necessário a criação de outra.   Veja Também:   PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Decisão da PF de investigar dossiê é uma farsa, diz Virgílio Garibaldi deve instalar CPI dos Cartões no Senado amanhã Dilma anuncia auditoria e fala em ação da PF sobre vazamento Entenda o que é e como funciona o ITI Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão   A oposição no Senado, por sua vez, cobra o compromisso do presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), de fazer nesta tarde a leitura do requerimento de criação da nova CPI. A leitura não significa,contudo, instalação da CPI. Só depois de feita a leitura do requerimento, os líderes partidários indicam seus representantes na comissão. Se a base aliada não escolher seus nomes, o senador Garibaldi Alves tem a prerrogativa de fazer as indicações. Após a composição, a CPI é instalada, e são escolhidos o presidente e o relator.   Os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), estão contra a nova CPI e vão externar suas posições em almoço oferecido aos líderes partidários por Garibaldi na residência oficial do Senado. Para Ideli, a oposição deseja com a CPI exclusiva antecipar a disputa eleitoral.

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