Base está dividida sobre proposta para manter CPI do Apagão

O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), disse que vai consultar os líderes da base antes de responder se concorda ou não com a proposta dos partidos de oposição feita ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). A base governista está dividida.A oposição propôs suspender a obstrução nas votações da Câmara em troca de os governistas adiarem a votação prevista para esta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do recurso do PT contra a instalação da CPI do Apagão Aéreo. O governo tem maioria na CCJ e pode aprovar o parecer contra o funcionamento da CPI que pretende investigar a crise no setor. A oposição pede ainda que Chinaglia responda rapidamente o requerimento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, sobre os procedimentos que suspenderam a instalação da CPI. O requerimento do Supremo chegou esta tarde à Câmara. Chinaglia tem o prazo legal de dez dias para respondê-lo. Se houver acordo entre base e oposição, a Câmara poderá votar ainda nesta semana a medida provisória que trata do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). José Múcio Monteiro disse que deverá dar a resposta sobre o acordo dentro de aproximadamente uma hora e meia. ´Sem clima´Já para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não "há muito clima" na Casa para a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Segundo ele, a prioridade é discutir a agenda de votações e desobstruir a pauta do Senado, o que é uma "obrigação da Casa". Para isso, Renan pretende convocar para esta terça-feira uma reunião com todas as lideranças da Casa. ?Não quero predizer o futuro mas, amanhã, vamos reunir os líderes e conversar um pouco sobre essas questões do dia-a-dia, programar a semana, discutir a obstrução posta pela oposição. Não há muito clima de investigação aqui?. Nesta segunda-feira, as Medidas Provisórias (MPs) relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começam a trancar as pautas do Congresso Nacional. ?Vamos tentar evoluir nesta conversa e ver se chegamos a uma convergência para votarmos essas matérias", disse.

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