André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Base do governo obstrui votação e decisão sobre redução de ministérios é adiada

Deputados governistas, com o aval do vice-presidente, Michel Temer, novo articulador político do Palácio do Planalto, tentavam derrubar proposta

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 14h14

Brasília - Depois de um duro embate com o PMDB e a oposição, a basedo governo conseguiu obstruir nesta quinta-feira, 16, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daCâmara a votação da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição do presidente da Casa, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), que reduz o número de ministérios de 39 para 20 pastas.

A votação final da proposta, que constrange o Palácio doPlanalto, ficou para a quarta-feira depois que o líder do governo, JoséGuimarães (PT-CE) se comprometeu a não apresentar o chamado "kitobstrução". O "combo"consiste em um cardápio de manobrasregimentais que forçam o colegiado a travar debates intermináveis.


Mais cedo, os deputados da CCJ da Câmara haviam rejeitado o pedido de parlamentares do PT para retirar da pauta a PEC 219/13. Os deputados governistas, com o aval do vice-presidente, Michel Temer, novo articulador político do Palácio do Planalto, tentavam derrubar a proposta. 

'Inconstitucional'. "Essa medida vai eliminar no máximo 50 cargos e de forma alguma vai reduzir a despesa pública. Além disso, é inconstitucional e tem vício formal de iniciativa. O único objetivo é fazer disputa política", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). 

Nas três últimas sessões da CCJ, a votação da admissibilidade da PEC foi adiada. Segundo deputados governistas, a participação de Temer nessa articulação pode ajudar a medida a ser barrada.

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