Base de Alcântara será aberta à imprensa amanhã

A Base de Alcântara, no Maranhão, será aberta à imprensa amanhã, a partir das 10 horas, três dias depois da explosão do Veículo Lançador de Satélites VLS-1, que provocou a morte de 21 pessoas na sexta-feira. A informação foi divulgada hoje pela Assessoria de Imprensa do Ministério da Defesa, em Brasília. Ainda segundo a Assessoria, o governo vai prestar "total solidariedade" às famílias das vítimas, o que poderá incluir o pagamento de indenizações.A determinação para que jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas tenham acesso à base partiu do ministro da Defesa, José Viegas Filho. Preocupado em desfazer rumores de que o governo estaria omitindo informações ou escondendo algo no Centro de Lançamento de Alcântara, ele entrou em contato hoje com autoridades da Aeronáutica.O acidente com o VLS-1, cujo lançamento estava previsto para amanhã, ocorreu por volta das 13h30 de sexta-feira. Suas causas permanecem desconhecidas. Em meio à confusão e às informações desencontradas que se seguiram à explosão, a Aeronáutica bloqueou o acesso à base. No sábado, o local amanheceu cercado por militares e o Comando da Aeronáutica limitou-se a divulgar três fotos tiradas após o acidente. Hoje, mais quatro fotos foram liberadas.EspeculaçõesDiante da repercussão do caso e com a atenção da mídia brasileira e mundial voltada para Alcântara, as restrições de acesso começaram a alimentar especulações sobre o que de fato estaria ocorrendo na base.De acordo com a Assessoria de Viegas, no entanto, não houve a intenção de esconder nada em momento algum. O bloqueio teria ocorrido por motivos de segurança, por causa do temor de novos acidentes. Afinal, as causas da explosão não foram descobertas e ainda há resíduos químicos no centro de lançamento.No sábado, quando visitou a Base de Alcântara, o próprio Viegas teve de permanecer, por medida de segurança, a uma determinada distância da plataforma onde estavam os destroços do VLS-1. Devido à alta temperatura no momento da explosão, os 21 corpos foram carbonizados, dificultando sua identificação. Viegas foi a Alcântara acompanhado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, e pelo presidente da Agência Espacial Brasileira, Luiz Bevilacqua.

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