Base aliada se mobiliza para evitar convocação de Dilma

Depois de enterrar 11 ações por falta de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a tropa de choque do governo vai ficar esta semana de prontidão para impedir que a oposição aprove o comparecimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A estratégia do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), é manter o quórum alto na comissão, impedindo que a oposição manobre e aprove a convocação de Dilma.

AE, Agencia Estado

24 de agosto de 2009 | 12h06

?O líder Jucá mandou uma convocação por e-mail para todos os peemedebistas da CCJ, a fim de que eles estejam no plenário da comissão para que não sejam aprovadas matérias fora do interesse do PMDB?, afirmou ontem o presidente do colegiado, Demóstenes Torres (DEM-GO). ?Mas como todos vão estar lá, não pretendo pôr para votar os requerimentos de convocação e convite da Dilma Rousseff?, disse.

Há duas semanas, a oposição fez uma manobra para aprovar requerimento de comparecimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira para depor na CCJ. Lina participou de audiência na comissão na terça-feira passada, quando reafirmou ter sido pressionada por Dilma para acelerar a investigação do Fisco sobre as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

No dia seguinte ao depoimento de Lina Vieira foi a vez de o líder Jucá fazer uma manobra para tentar inviabilizar definitivamente o comparecimento de Dilma na CCJ. Com o plenário da comissão lotado, Jucá apresentou dois requerimentos - um com a convocação e outro com o convite para que Dilma fosse à comissão. A ideia do governo era derrubar os dois requerimentos na CCJ e, dessa forma, impedir que a oposição voltasse a propor a convocação ou convite para a ministra. Pelo regimento do Senado, o pedido para a convocação ou convite de Dilma para falar sobre o imbróglio com Lina não poderia mais ser alvo de requerimento, caso as duas solicitações fossem rejeitadas pela comissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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