Base aliada quer adiar votação de proposta de terceirização

Os líderes da base governista assinaram um requerimento pedindo a retirada do pedido de urgência; objetivo é levar o tema ao plenário só após o feriado de 21 de abril

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2015 | 13h10

Brasília - O líder do governo na Câmara dos Deputados José Guimarães (PT-CE), anunciou nesta terça-feira, 7, que a base aliada vai trabalhar para jogar a votação da proposta que altera o sistema de contratação de profissionais terceirizados para o final do mês. Cunha avisou que o projeto, item prioritário da pauta de votações, deverá ser apreciado nesta semana.

Os líderes da base governista assinaram um requerimento pedindo a retirada do pedido de urgência. O objetivo é levar o tema ao plenário só após o feriado de 21 de abril. "Nada pode funcionar nesta Casa na base do não diálogo", defendeu Guimarães.

Apesar de ser um projeto que não é da iniciativa do governo, o líder disse que o Executivo está disposto a ajudar na mediação do debate entre as centrais sindicais e o Congresso. "Temos de ouvir as centrais", ponderou. Segundo o petista, existe a preocupação de que o projeto precarize as relações de trabalho e que não haja recolhimento de impostos por parte das empresas. Além disso, o principal ponto das discussões é a liberação da terceirização para a atividade-fim.

No encontro que durou mais de duas horas estava prevista a participação do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, que não compareceu. De acordo com Guimarães, Vargas avisou que estava "impossibilitado" de participar da reunião de líderes partidários da base. 

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