Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Base aliada consegue adiar votação da PEC das eleições diretas

Discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde tramita a proposta, será retomada nesta quarta-feira

Renan Truffi, Agência Estado

23 de maio de 2017 | 17h33

BRASÍLIA- A base aliada do governo Michel Temer conseguiu adiar nesta terça-feira, 23, a votação do relatório favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das eleições diretas, projeto de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) para o caso de vacância da Presidência da República.

A proposta era uma das que estavam pautadas para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Assim que a sessão foi aberta, a oposição entrou com um requerimento para inverter a pauta e colocar a PEC das eleições diretas como primeiro item para análise.

Os partidos aliados do governo tentaram, então, obstruir a votação. Mas, antes que conseguissem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu início à ordem do dia, no Plenário, o que obrigou a CCJ a encerrar os trabalhos e adiar a sessão para esta quarta-feira às 10h.

 

 

A tentativa de obstrução acirrou o clima entre os parlamentares. "O governo tentou não dar quórum e usar de um artifício da oposição. Um governo que precisa recorrer à obstrução já acabou", criticou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).

 

 

Já a base aliada justificou a posição em razão do momento de "grave turbulência nacional". "As questões não devem ser reduzidas a uma questão de base ou oposição ao governo. Qualquer iniciativa que venha a introduzir maior insegurança é temerária, imprudente e beira a irresponsabilidade", rebateu o deputado Paulo Henrique Lustosa (PP-CE).

 

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